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PAINÉIS CIENTÍFICOS PREMIADOS
NO PERIONEWS 2008

Categoria: Pesquisa

Título: Avaliação histométrica do efeito do trauma oclusal primário em ratos submetidos à inalação da fumaça

Apresentador: Mirella Lindoso Gomes Campos

Especialista em Periodontia pela FOP - Unicamp; Mestranda em Clínica Odontológica/Periodontia pela FOP - Unicamp.

Resumo:
OBJETIVO - O objetivo deste estudo piloto foi avaliar os efeitos do trauma oclusal primário (TO), induzido a partir do aumento da dimensão vertical (DV) unilateral em ratos Wistar submetidos à inalação da fumaça de cigarros (IFC) e seu efeito sobre o osso alveolar da região de furca de molares inferiores, assim como a aplicabilidade do modelo proposto.

Mat. Métodos: Dezesseis animais foram submetidos previamente à IFC por 30 dias, sendo os mesmos expostos a três períodos diários de IFC de oito minutos. Passados 30 dias de IFC, os animais foram aleatoriamente divididos em dois grupos: Teste (TO+IFC) com três subgrupos de quatro animais, totalizando três períodos distintos de indução ao TO (30 dias; 18 dias; 10 dias); Controle (IFC) com quatro animais submetidos a 60 dias de IFC. Todos os grupos foram expostos a 60 dias de IFC. No 60º dia, todos os animais foram sacrificados por perfusão transcardíaca. Avaliou-se, histometricamente, a reabsorção óssea da região de furca dos primeiros molares inferiores submetidos ao TO. Foi aplicada análise de variância (Anova), considerando os fatores tempo e lâminas dentro de animal.

Resultado: Verificou-se diferença estatisticamente significativa inter-grupo para reabsorção óssea em 18 e 30 dias de TO+IFC (0,55 and 0,62mm2 respectivamente) versus IFC (0,31mm2) (? <0,05) e versus TO+IFC 10 dias (0,39mm2) (? <0,05).

Conclusões: Dentro dos limites deste estudo preliminar pôde-se concluir que o modelo foi eficaz na indução do TO em ratos submetidos à IFC e que houve o efeito negativo do período de indução do TO nos ratos submetidos ao mesmo tempo de IFC. Estudos com grupo controle para IFC fazem-se necessários para a correta determinação do efeito do TO na reabsorção óssea da região de furca de animais expostos à IFC.

Instituição: FOP - Unicamp

Orientador: Antonio Wilson Sallum

Co-autores: Mônica Grazieli Corrêa - Enilson Antonio Sallum

Categoria: Pesquisa
Título: Avaliação clínica do tratamento de lesões de furca proximais com proteínas derivadas da matriz do esmalte (EMD)
Apresentador: Hugo Felipe do Vale
Especialista em Periodontia pela FOP - Unicamp; Mestranda em Clínica Odontológica/Periodontia pela FOP - Unicamp.

Resumo:
OBJETIVO - Visto que o tratamento das lesões de furca proximais tem apresentado resultados imprevisíveis após a terapia não-cirúrgica e regenerativa com membranas, o presente estudo avaliou as proteínas derivadas da matriz do esmalte (EMD) como alternativa de tratamento dessas lesões.

Mat. Métodos: Foram selecionados 15 pacientes apresentando lesões de furca proximais classe II com profundidade de sondagem > 5 mm e sangramento. As lesões foram aleatorizadas em: Grupo Controle (n=15) Acesso para raspagem (OFD) + EDTA 24%; e Grupo Teste (n=15) OFD + EDTA 24% + EMD. Foi avaliada a Profundidade de Sondagem, Posição da margem gengival, Nível de Inserção Clínica Relativo Vertical (NICRV) e Horizontal (NICRH) e Nível Ósseo Vertical (NOV) e Horizontal (NOH), além da classificação da furca aos seis e 24 meses após as cirurgias.

Resultado: Aos seis meses, o ganho de NICRH nos grupos controle e teste foram de 1,14±1,79 e 1,35±1,09 mm, enquanto aos 24 meses o ganho foi de 0,65±1,17 e 1,19±1,09 mm (p>0,05). O ganho ósseo horizontal no grupo controle foi de 0,65±1,34 e 0,64±1,96 mm e 0,65±1,07 e 1,00±1,10 mm para o grupo teste (p>0,05) aos seis e 24 meses, respectivamente. Foi observada diferença estatística no número de lesões que se mantiveram classe II e no fechamento de furca a favor do grupo teste, tanto aos seis quanto aos 24 meses.

Conclusões: Pode-se concluir que o uso das EMD não promoveu ganhos adicionais nos parâmetros clínicos e ósseos avaliados, embora tenha promovido maior fechamento das lesões proximais aos seis meses e 24 meses.

Instituição: FOP - Unicamp

Orientador: Márcio Zaffalon Casati

Co-autores: Renato Corrêa Viana Casarin - Érica Del Peloso Ribeiro - Enílson Antônio Sallum

Categoria: Pesquisa
Título: Hábitos e atitudes de recém-mães da maternidade de Nova Friburgo
Apresentador: Monica Rosa Araújo de Vries

Especialista em Odontologia em Saúde Coletiva pela UFRJ; Docência de Ensino Fundamental e Médio em Biologia pelo Instituto “A Vez do Mestre”, na Universidade Cândido Mendes; Membro da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica e da International Association for Dental Research; Delegada do CRO - Delegacia de Nova Friburgo; Membro do Conselho Municipal de Saúde como Titutlar, representando o CRO-NF.

Resumo:
OBJETIVO - O presente trabalho visa avaliar o nível de conhecimento sobre transmissibilidade, hábitos e atitudes das gestantes do HMNF, com o intuito de subsidiar a implantação do serviço odontológico no HMNF, envolvendo medidas preventivas e educativas junto aos profissionais da área de saúde.

Mat. Métodos: Foi realizada uma pesquisa, envolvendo 200 gestantes entre 12 e 37 anos, frequentadoras do pré-natal do HMNF, através de questionários com 27 perguntas, para avaliação de seus hábitos e atitudes em relação a saúde bucal, e seu conhecimento sobre a transmissibilidade das mães para com seus bebês.

Resultado: Os resultados evidenciam que 88,5% da amostra tomam conta dos seus bebês; sessenta e dois por cento não fizeram o curso para gestante, apesar de acharem importante limpar a boca do bebê após a amamentação, 40,5% nunca tiveram informação sobre higiene bucal, 13% receberam informações no curso, 16% através de suas mães, e 30% através de revistas, colegas ou sempre souberam; Cinquenta e cinco por cento não procuraram o dentista durante a gravidez, 21% dos casos não acharam necessário, 46% por não terem tido episódio de dor de dente e 25% por acharem que faria mal ao bebê; Cinquenta por cento das mães afirmam ter tido sangramento gengival durante a gravidez e 88% não tinham conhecimento que poderia ser prejudicial aos bebês; sessenta e três por cento ds entrevistadas dão chupeta para os bebês e nenhuma delas limpa a chupeta com a própria saliva quando cai no chão, sendo que 47% não tem o hábito de colocar algo na chupeta para acalmar o bebê; quarenta e nove por cento das entrevistadas relatam que seus bebês fazem uso de mamadeira noturna. Setenta por cento dessas mães colocam açúcar na mamadeira e 30% não limpam a boca do bebê após dar a mamadeira, sendo que 58% dessas 30% não sabiam que era necessário. Das 70% que limpam a boca do bebê após o uso da mamadeira, 32% limpam com a ponta da fralda com água e 7,5% foram orientadas por dentistas fora do HMNF; sessenta e seis por cento provam a papinha do bebê, sendo que 53% o fazem na palma de suas mãos; setenta e oito por cento dessas mães assopram a papinha do bebê antes de alimentá-los; setenta e sete por cento não beijam a boca de seus bebês; sessenta e três por cento não sabiam que podem transmitir bactérias da cárie para seus bebês através da saliva.

Conclusões: Existe a necessidade de implementação de Programas Educativos de Saúde Bucal para gestantes e/ou recém-mães dado ao caráter de transmissibilidade da doença cárie; a alta porcentagem de sangramento gengival durante a gravidez, assim como a falta de conhecimento em relação a dieta, higiene e maus hábitos como amamentação noturna e uso do açúcar na mamadeira.

Instituição: UFRJ

Orientador: Sonia Groisman

Co-autores: Julio Ventura