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Resumos da última Edição
V.3 - Nº 4 - Set/Out 2009
1
Despigmentação gengival - procedimento cirúrgico utilizando duas técnicas distintas

Rodrigo López Alvarenga*, Pollyana da Costa Assunção Martins*, Fabiano Araújo Cunha**

A pigmentação melânica gengival fisiológica, também chamada de melanose racial, é uma condição bastante frequente e fisiológica que se caracteriza pelo depósito excessivo de melanina nas camadas basais e suprabasais do epitélio, causando manchas escurecidas que acometem especialmente a gengiva. Essa condição pode comprometer a estética bucal, causando problemas psicossociais, principalmente se o paciente possuir sorriso gengival. Essas manchas podem ser removidas através de procedimentos clínicos que incluem as técnicas de crioterapia, enxerto gengival livre, terapia com laser e uso de instrumentos manuais cortantes.
O propósito deste trabalho é apresentar um caso clínico de despigmentação melânica por procedimento cirúrgico, a partir de duas técnicas cirúrgicas distintas. Para isso, foram utilizados dois instrumentos manuais, sendo um o bisturi de Kirkland, e outro, o bisturi de Bard–Parker
no 3 com lâmina 15, e os resultados mostraram que ambas as técnicas são eficientes e satisfatórias para remoção da pigmentação melânica gengival fisiológica.
Unitermos - Pigmentação melânica; Despigmentação; Procedimento cirúrgico.

* Acadêmicos de graduação - Centro Universitário Newton Paiva – Belo Horizonte/MG.
** Especialista e Mestre em Periodontia - PUC/MG; Professor Adjunto de Cirurgia e Patologia da Fead - Belo Horizonte/MG; Coordenador
do curso de Especialização em Implantodontia da Fead - Belo Horizonte/MG.

2

Terapia de suporte peri-implantar

Fabio Matos Chiarelli*, Magda Feres**, Poliana Mendes Duarte***,
Eduardo CLCM Dias****, Christian Acácio Spagnol*****

Os implantes osseointegrados permitiram a reabilitação oral dos pacientes com vantagens significativas sobre as próteses convencionais. Entretanto, essa técnica não é totalmente livre de falhas e poderão ocorrer alterações (mucosite, peri-implantite, exposição da rosca do implante, afrouxamento do parafuso etc) que irão comprometer a estabilidade funcional e estética dos implantes. Através de um adequado controle pós-tratamento (manutenção/controle), é possível minimizar o risco de falhas ou suas consequências, quando essas ocorrem. Esse trabalho busca fazer uma breve revisão da literatura, ajudando o cirurgião-dentista a estabelecer uma rotina de acompanhamento dos pacientes reabilitados com próteses implantossuportadas.
Unitermos - Implante dentário; Prevenção e controle; Manutenção.

*** Aluno do curso de Pós-graduação e Pesquisa em Odontologia - Doutorado em Odontologia - Área de Concentração: Periodontia – Universidade Guarulhos – UnG/SP.
** Professora Coordenadora de Pós-graduação e Pesquisa em Odontologia  - Professora Titular - Universidade Guarulhos – UnG/SP.
*** Professora Doutora Adjunta – Área de Concentração: Periodontia – Universidade Guarulhos – UnG/SP.
**** Mestre e Especialista em Implantodontia – Unigranrio/RJ.
***** Especialista em Odontologia em Saúde Coletiva – Ufes.

3

Instrumentação manual e ultrassônica

* Aluno de Pós-graduação em Periodontia da Associação Brasileira de Odontologia Seção Bahia – ABO-Ba.

A doença periodontal é uma enfermidade de caráter infeccioso que necessita de um tratamento que descontamine o ambiente subgengival permitindo a cicatrização da ferida. A utilização dos instrumentos manuais ainda é o padrão para este tipo de tratamento, estando sua eficácia largamente comprovada. O uso dos instrumentos ultrassônicos é muito mais recente e tem apresentado resultados similares, reduzindo o tempo de trabalho e a fadiga do operador. O objetivo deste estudo foi comparar, através de uma revisão da literatura, os resultados obtidos no tratamento com instrumentos manuais e ultrassônicos.
Unitermos - Raspagem e alisamento radicular; Instrumento manual; Instrumentação ultrassônica.

* Aluno de Pós-graduação em Periodontia da Associação Brasileira de Odontologia Seção Bahia – ABO-Ba.
** Mestre e Doutor em Periodontia - FOP-Unicamp; Professor do curso de Especialização em Periodontia da ABO-Ba e da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - EBMSP.
*** Doutor em Imunologia e Professor Titular de Periodontia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

4

Biofilme dentário: desafio na Odontogeriatria

Dental plaque: challange to Geriatric Dentistry
Denise Tibério*, Adriana Lacerda Campanha**, Luiz Roberto Ramos***

O envelhecimento populacional é acompanhado de mudanças biológicas, fisiológicas e psicológicas. A diminuição do edentulismo entre os idosos já é uma realidade, com isso aumenta também a preocupação da presença do biofilme, bem como os hábitos de higiene bucal nessa população. O objetivo desse trabalho foi avaliar a presença do biofilme nos idosos, frequência de escovação e uso do fio dental. Participaram do estudo 65 idosos com idade média de 68,83 anos (± 6,9) que frequentaram a clínica do curso de Especialização em Odontogeriatria da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – Escola de Aperfeiçoamento Profissional durante o período de março a julho de 2008. Foi realizada a evidenciação do biofilme com corante e calculado o Índice O´Leary. Os pacientes foram questionados quanto a frequência de escovação e uso do fio dental. Dos idosos avaliados, 94% apresentaram índice de placa insatisfatório, sendo que a maioria dos entrevistados relataram escovar os dentes duas vezes ao dia e 34% faziam uso do fio. Dessa forma, pôde-se concluir que é alta a prevalência do biofilme nos idosos, independente da frequência de escovação e uso do fio dental. Com isso, o grande desafio será o desenvolvimento de programas específicos para essa população, visando a orientação e motivação de higiene bucal.
Unitermos - Odontologia geriátrica; Biofilme dentário; Escovação dentária.

*Periodontista e Odontogeriatra; Mestre em Ciências da Saúde; Doutoranda em Saúde Coletiva; Coordenadora do curso de Especialização em Odontogeriatria da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas – APCD; Responsável pelo setor de Odontogeriatria do Centro de Estudos do Envelhecimento – Unifesp-EPM.
**Odontogeriatra; Curso de Atualização em Gerontologia pela Faculdade de Medicina da USP;  Colaboradora do setor de Odontogeriatria do Centro de Estudos do Envelhecimento – Unifesp-EPM.
***PhD pela London University; Professor Livre Docente de Geriatria da Unifesp-EPM; Professor Titular e Chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp-EPM.

5
Engenharia tecidual: um novo paradigma da regeneração periodontal

Fabrícia Ferreira Suaid *, Karina Gonzales Silvério Ruiz**, Francisco Humberto Nocitti Júnior***, Márcio Zaffalon Casati****, Antônio Wilson Sallum*****, Enilson Antônio Sallum******

O periodonto é uma complexa estrutra constituída por diferentes tecidos - tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido cementário e tecido ósseo. A doença periodontal é um processo inflamatório nos tecidos periodontais de suporte e proteção, resultando em destruição de osso e ligamento periodontal, formação de bolsas e recessões gengivais. Os estudos existentes na literatura, até o presente momento, têm demonstrado que, embora seja possível modificar os eventos de cura de várias maneiras, a regeneração periodontal completa e desejada dos defeitos periodontais, ainda é um objetivo difícil de ser alcançado. O estudo da engenharia tecidual tem sugerido a possibilidade de uso da terapia celular como alternativa para as técnicas regenerativas até então utilizadas.
O conhecimento dos conceitos básicos de regeneração periodontal e dos princípios necessários para o sucesso da engenharia tecidual, bem como a compreensão do seu princípio biológico tornam-se necessários para o entendimento deste novo paradigma da terapia periodontal regenerativa. Sendo assim, o objetivo deste artigo é discutir o potencial das células do ligamento periodontal quando utilizadas com o propósito de promover a regeneração periodontal.
Unitermos - Regeneração periodontal; Engenharia tecidual; Células mesenquimais indiferenciadas.

* Doutoranda em Clínica Odontológica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba –  Universidade Estadual de Campinas.
** Pós-doutoranda, Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
*** Livre Docente, Professor Titular da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
**** Livre Docente, Professor da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
***** Livre Docente, Professor da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
****** Livre Docente, Professor Titular da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.

6

Radioterapia na região de cabeça e pescoço e a Odontologia: sequelas, prevenção e tratamentos

Ana Luiza Rego Julio*

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa de novos casos de câncer na cavidade bucal, no ano de 2008, será de aproximadamente 14.160. A radioterapia e a cirurgia são os tratamentos mais utilizados para as neoplasias na região de cabeça e pescoço. No caso da radioterapia, alguns efeitos deletérios são de relevância para os cirurgiões-dentistas, tais como xerostomia, cárie de radiação, mucosite, osteorradionecrose, trismo, digeusia, disfagia, dentre outros. Sendo assim, reforça-se a importância de uma equipe odontológica atuando em conjunto nos centros de tratamento de câncer e o conhecimento desses profissionais a respeito do assunto. Conhecer o tratamento oncológico, prever e diagnosticar as sequelas e propor um protocolo de atendimento odontológico adequado a cada paciente é de fundamental importância.
Unitermos - Radioterapia; Cárie de radiação; Xerostomia; Prevenção; Protocolos.

* Especialista em Dentística Restauradora; Mestre em Ciências da Saúde.

 




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